:P TCESTARIA
A arte de entrelaçar varas de origem vegetal (vime, junco, palha, salgueiro, castanheiro e cerejeira) aplicada nos cestos que os minhotos carregam pelos caminhos para transportar as colheitas ou em miniaturas, brinquedos e utensílios de utilidade doméstica, com uma forte tradição de fabrico nos concelhos de Póvoa de Lanhoso, Vila Verde e Terras de Bouro.
 
 
 
FERRO FORJADO
Este metal milenar que atravessou a História, está cravado entre a geografia dos quatro concelhos das terras altas do Homem, Cávado e Ave e transformou-se numa marca da autenticidade da região. Outrora e ainda hoje aplicado em pontes, gradeamentos ou em estruturas e no embelezamento das casas, praças e ruas, tornou-se ainda em matéria-prima para artesãos, escultores e artistas plásticos criarem e recriarem a sua arte e manter viva a identidade sempre forte e única do Alto Minho.
 
 
FILIGRANA
Esta arte secular de trabalhar finíssimos fios de ouro e prata de forma artesanal, enroscando-os e soldando-os até obter trancelins, brincos, arrecadas, alfinetes ou pendentes, atingiu desde o século XIX um lugar primordial no seio da ourivesaria portuguesa, com particular destaque no concelho da Póvoa de Lanhoso, nas aldeias de Travassos e Sobradelo da Goma.
 
 
 
LENÇOS DOS NAMORADOS
“Bai carta feliz buando. Nas asas dum passarinho. Cando bires o meu amor. Dále um abraço e um veijinho.”, é uma das quadras que se podem encontrar nos lenços bordados manualmente ao lado de desenhos com simbologias muito próprias, um ritual de conquista que serviu em tempos para as raparigas apaixonadas entregarem o seu amor aos seus amados e que se tornou nos dias que correm num dos patrimónios mais bem guardados e representativos das Terras Altas do Homem, Cavado e Ave.
Antigamente era costume ensinar às raparigas a arte de bordar para que mal entrassem na adolescência começassem a preparar o enxoval. O lenço era bordado então, nas longas noites de serão, nos momentos livres do dia ou até quando pastoreavam o gado. A jovem apaixonada ia transpondo para o lenço os sentimentos que lhe iam na alma. A rapariga usá-lo-ia ao domingo na trincha da saia ou no bolso do avental; mais tarde quando escolhia o rapaz que amava oferecia-lhe o lenço como prova de amor, este caso aceitasse o compromisso, passaria a usá-lo ao pescoço ou no bolso do casaco do fato domingueiro.
Agora à tradição dos bordados e dos lenços de namorados associou-se a inovação do design e dos materiais onde estes se aplicam como forma de dinamizar uma actividade tradicional que chegou a estar quase perdida. É vê-los a desfilar nas passerelles da moda aplicados nas mais diversas peças de vestuário ou até em atoalhados diversos, cerâmica utilitária e decorativa e outros objectos.
 
RENDAS, BORDADOS, TECELAGEM
Um saber passado de geração em geração, trabalhado em tons imaculados ou em cores arrojadas, que transformou o algodão, o linho e a lã em nobres peças e que ao longo dos tempos se tornou num saber também aplicado em novas criações, com introdução de novos designs. As rendas e bordados aplicados em toalhas, colchas, cortinados, vestuário podem ser encontrados na sua essência nos concelhos de Terras de Bouro e Vila Verde e a tecelagem em linho, lã e algodão, transformada em belos tapetes, cobertores, mantas de burel e de trapos, cortinados, colchas e toalhas que proliferam de mãos hábeis na aldeia de Covide, em Terras de Bouro e de S. Maria de Bouro, em Amares.
 

TRABALHO EM MADEIRA
Nestes solos de florestas onde brotam pinheiros, eucaliptos, carvalhos, castanheiros, salgueiros e cerejeiras, a madeira, material que estabeleceu com estas terras profundas raízes, é trabalhada das formas mais variadas que vão desde a sua aplicação nas casas ou em instrumentos agrícolas… até aos brinquedos tradicionais, utensílios decorativos e miniaturas que permitem que quem nos visite leve consigo para casa um pouco da nossa cultura.: